Pra fechar o mês, vou fazer um Top 7 com as músicas que mais gostei esse mês. Não é um ranking das melhores estreias, porque tem coisas que não são estreias. São algumas descobertas, e algumas que marcaram momentos. O critério de seleção seguido foi simples: eu gostei e pronto! Hahahaha, vamos lá:
Ela/Ele (por Sandy Leah)
Quem me conhece deve estar pensando: "Sandy? Como assim?". Sim, ela conseguiu (finalmente) calar minha boca. Baixei ontem o cd por curiosidade, e até que me surpreendi. A música começa num dedilhado de piano que diz de cara: "lá vem as frescurinhas de Sandy". De repente, passa-se a uma melodia que remete às trilhas de romances dos anos 30, e em contrapartida, a letra conta a história de um casal dos anos 2000 (o texto diz: se conheceram no inverno de 2002). Sandy chega ao limiar da proximidade de fazer uma música melada contando uma história melosa. Mas o belo arranjo, e a letra delicada ao extremo (talvez a mais inspirada do cd "Manuscrito", o primeiro solo da cantora) não o permitiram. Ela evoluiu sim como cantora e mostrou a tão dita maturidade. Mas ainda assim, está longe de me convencer, pois o cd em geral deu sono.
Thinking 'Bout Somethin' (por Hanson)
Engraçado. Tinha comentado da presença deles num editorial de moda aqui no blog umas duas semanas antes de ouvir o single do novo trabalho dos irmãos Zach, Taylor e Isaac Hanson. Tinha fechado o post dizendo que esperava que eles tivessem evoluído tão bem musicalmente quanto haviam evoluído no visual. E novamente, calaram minha boca. A música é extasiante, movimentada, agradável, contagiante. Bem como o clip: um dos mais legais que eu já vi esse ano. Com referência ao filme "The Blue Brothers" e ao grande mestre Ray Charles, Thinking 'Bout Somethin' tem até coreografia à la Bollywood no final (e faz isso sem se tornar uma baranguice total). Espero muito que todas as boybands façam como os Hanson e invistam em som de qualidade, e não só em se manterem bonitos na foto. Né, Backstreet Boys?
Insensatez: A Mulher Que Fez (por Graveola e o Lixo Polifônico)
Hahahahaha... foi assim que escutei a música: em meio a mil risadas. Que letra, que humor sutil, que sonoridade! Graveola e o Lixo Polifônico (sim, esse é o nome da banda) é surpreendente. Sabe aquelas bandas que você escuta uma música e quer escutar todas? É Graveola... Sempre ouvi muitas pessoas do meu círculo sócio-musical falando de Graveola. Mas com um nome desse, achei que não fosse ser coisa que prestasse... e me enganei. Esse sambinha é cômico. Retrata uma noite de núpcias, na qual o homem é "arrombado" e resolve virar um "guein", em meio a um ritmado e delicioso "pára, continua, continua, pára, pára, pára, pára, continua, continua, pára..." que contagia e dá vontade de sambar. E a insensatez se fez. Insensatez sensata, retratada com muito bom humor, de uma maneira sutil, sem ser vulgar, e bastante agradável. Recomendo muito (e não só essa, Graveola em seu contexto geral é ótimo).
Not Myself Tonight (por Christina Aguilera)
Quando li comentários que Cher havia dito que Christina Aguilera preparava um disco que marcaria a história da música pop, e que dominaria as pistas tal qual Believe dominara anos atrás, achei um grande exagero. Pensei: isso deve ser por causa da amizade das duas, devido à parceria que as duas farão no musical Burlesque. Mas aí Xtina me lança um puta hit pop superproduzido, cuja letra diz: "a música está tocando e eu estou dançando; eu normalmente fico no canto, só esperando; estou me sentindo diferente, mas não me importo, porque esta é minha noite [...] eu não sou eu mesma esta noite". É, parece que Cher tinha razão. Porque, pelo menos no que depender de mim (e dos meus constantes pedidos aos meus amigos DJs), Not Myself Tonight irá tocar muito, e fazer com que todos não se sintam em si mesmos.
Tudo Diferente (por Maria Gadú e Vanessa da Mata)
Que momento único foi ver as duas melhores cantoras da nova MPB juntas no palco do Chevrolet Hall, no último dia 20. O show "Mulheres Brasileiras", de Vanessa da Mata, rendeu um post enorme. Muita gente falou que, pelo post, conseguiram imaginar o quanto o show de Vanessa foi mágico. E foi realmente mágico. Mas em especial, um momento marcou. Gadú pega o violão, após interpretar brilhantemente Longe Demais, do repertório de Vanessa, e toca Tudo Diferente. Vanessa entra cantando com sua voz suave, enquanto Gadú acompanha ao violão. Em poucos segundos, a voz doce de Vanessa e o timbre único de Gadu se encontram, se cruzam e se fundem, numa parceria que merecia ser registrada. Se a perfeição pudesse ser descrita, acho que Tudo Diferente com Vanessa e Gadú juntas se aproximaria dessa descrição.
Rude Boy (por Rihanna)
Rihanna sempre me pegou com seus hits (com exceção de Umbrella-ella-ella-eh-eh-eh, que acho um saco). Gosto de boa parte de suas músicas: Disturbia, SOS, Don't Stop The Music, Shut Up And Drive, Hard, Hate That I Love You... E quando aliado à força que ela exerce no mundo pop e ao poder dominador de mentes de seus hits, ela usa de uma tendência oitentista, com influências tribais e de pop-art, numa batida impulsiva, e lança um clip progressivo, psicodélico e multicolorido? Por si só já faz valer a música ruim que normalmente o acompanharia. Mas o melhor: a música é boa. Boa a ponto de fazer os meus joelhos se mexerem toda vez que eu escuto. Boa a ponto de virar ringtone do meu celular. Boa a ponto de quase ser o meu pop favorito de abril, brigando pau-a-pau pelo posto com Lady GaGa e sua Telephone.
Eu Menti Pra Você (por Karina Buhr)
Essa sem dúvida é A Surpresa do Mês. Estava entediado, numa segunda-feira, hora do almoço. Assistia a reprise do 15 Minutos, na MTV. Aí me aparece, de pernas cruzadas sobre o sofá, uma moça meio estranha, cantando uma música muito estranha, com um sotaque bem estranho. E toda aquela estranheza se fundia, a ponto de fazer eu me levantar da cama e prestar atenção atentamente no programa. Aí vem o nome: Karina Buhr. Que chique, a menina é estranha porque vem da Alemanha e tá cantando em português, sei lá - pensa o Eduardo. Mas ele vai fuçar a vida da pessoa estranha pela qual acabara de se apaixonar, e vê que ela é baiana, criada em Pernambuco, e que seu som é a coisa mais surpreendente que ele ouviu nos últimos tempos. Sem exagero. Karina traz em seu CD de estreia uma sonoridade diferente do que já há por aí, e talvez por isso soe tão estranho escutá-la. Mas pra quem aprecia uma boa música, Karina é a prova que sempre podemos nos surpreender. Sorte minha, que conheci e me encantei pela voz, pelas letras, pela sonoridade e pela inovação de Karina. Azar dos meus amigos, que da semana ficaram de birra comigo, porque eu não parava de cantarolar o tempo todo: "eu sou uma pessoa má, eu mentí pra você... você não podia esperar ouvir uma mentíra di mim, que pena, não sô o que você quer di mim"...
Essa sem dúvida é A Surpresa do Mês. Estava entediado, numa segunda-feira, hora do almoço. Assistia a reprise do 15 Minutos, na MTV. Aí me aparece, de pernas cruzadas sobre o sofá, uma moça meio estranha, cantando uma música muito estranha, com um sotaque bem estranho. E toda aquela estranheza se fundia, a ponto de fazer eu me levantar da cama e prestar atenção atentamente no programa. Aí vem o nome: Karina Buhr. Que chique, a menina é estranha porque vem da Alemanha e tá cantando em português, sei lá - pensa o Eduardo. Mas ele vai fuçar a vida da pessoa estranha pela qual acabara de se apaixonar, e vê que ela é baiana, criada em Pernambuco, e que seu som é a coisa mais surpreendente que ele ouviu nos últimos tempos. Sem exagero. Karina traz em seu CD de estreia uma sonoridade diferente do que já há por aí, e talvez por isso soe tão estranho escutá-la. Mas pra quem aprecia uma boa música, Karina é a prova que sempre podemos nos surpreender. Sorte minha, que conheci e me encantei pela voz, pelas letras, pela sonoridade e pela inovação de Karina. Azar dos meus amigos, que da semana ficaram de birra comigo, porque eu não parava de cantarolar o tempo todo: "eu sou uma pessoa má, eu mentí pra você... você não podia esperar ouvir uma mentíra di mim, que pena, não sô o que você quer di mim"...







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