30 de abril de 2010

Dica de som: encerrando o mês de abril

Pra fechar o mês, vou fazer um Top 7 com as músicas que mais gostei esse mês. Não é um ranking das melhores estreias, porque tem coisas que não são estreias. São algumas descobertas, e algumas que marcaram momentos. O critério de seleção seguido foi simples: eu gostei e pronto! Hahahaha, vamos lá:

Ela/Ele (por Sandy Leah)

Quem me conhece deve estar pensando: "Sandy? Como assim?". Sim, ela conseguiu (finalmente) calar minha boca. Baixei ontem o cd por curiosidade, e até que me surpreendi. A música começa num dedilhado de piano que diz de cara: "lá vem as frescurinhas de Sandy". De repente, passa-se a uma melodia que remete às trilhas de romances dos anos 30, e em contrapartida, a letra conta a história de um casal dos anos 2000 (o texto diz: se conheceram no inverno de 2002). Sandy chega ao limiar da proximidade de fazer uma música melada contando uma história melosa. Mas o belo arranjo, e a letra delicada ao extremo (talvez a mais inspirada do cd "Manuscrito", o primeiro solo da cantora) não o permitiram. Ela evoluiu sim como cantora e mostrou a tão dita maturidade. Mas ainda assim, está longe de me convencer, pois o cd em geral deu sono.



Thinking 'Bout Somethin' (por Hanson)

Engraçado. Tinha comentado da presença deles num editorial de moda aqui no blog umas duas semanas antes de ouvir o single do novo trabalho dos irmãos Zach, Taylor e Isaac Hanson. Tinha fechado o post dizendo que esperava que eles tivessem evoluído tão bem musicalmente quanto haviam evoluído no visual. E novamente, calaram minha boca. A música é extasiante, movimentada, agradável, contagiante. Bem como o clip: um dos mais legais que eu já vi esse ano. Com referência ao filme "The Blue Brothers" e ao grande mestre Ray Charles, Thinking 'Bout Somethin' tem até coreografia à la Bollywood no final (e faz isso sem se tornar uma baranguice total). Espero muito que todas as boybands façam como os Hanson e invistam em som de qualidade, e não só em se manterem bonitos na foto. Né, Backstreet Boys?



Insensatez: A Mulher Que Fez (por Graveola e o Lixo Polifônico)

Hahahahaha... foi assim que escutei a música: em meio a mil risadas. Que letra, que humor sutil, que sonoridade! Graveola e o Lixo Polifônico (sim, esse é o nome da banda) é surpreendente. Sabe aquelas bandas que você escuta uma música e quer escutar todas? É Graveola... Sempre ouvi muitas pessoas do meu círculo sócio-musical falando de Graveola. Mas com um nome desse, achei que não fosse ser coisa que prestasse... e me enganei. Esse sambinha é cômico. Retrata uma noite de núpcias, na qual o homem é "arrombado" e resolve virar um "guein", em meio a um ritmado e delicioso "pára, continua, continua, pára, pára, pára, pára, continua, continua, pára..." que contagia e dá vontade de sambar. E a insensatez se fez. Insensatez sensata, retratada com muito bom humor, de uma maneira sutil, sem ser vulgar, e bastante agradável. Recomendo muito (e não só essa, Graveola em seu contexto geral é ótimo).



Not Myself Tonight (por Christina Aguilera)

Quando li comentários que Cher havia dito que Christina Aguilera preparava um disco que marcaria a história da música pop, e que dominaria as pistas tal qual Believe dominara anos atrás, achei um grande exagero. Pensei: isso deve ser por causa da amizade das duas, devido à parceria que as duas farão no musical Burlesque. Mas aí Xtina me lança um puta hit pop superproduzido, cuja letra diz: "a música está tocando e eu estou dançando; eu normalmente fico no canto, só esperando; estou me sentindo diferente, mas não me importo, porque esta é minha noite [...] eu não sou eu mesma esta noite". É, parece que Cher tinha razão. Porque, pelo menos no que depender de mim (e dos meus constantes pedidos aos meus amigos DJs), Not Myself Tonight irá tocar muito, e fazer com que todos não se sintam em si mesmos.



Tudo Diferente (por Maria Gadú e Vanessa da Mata)

Que momento único foi ver as duas melhores cantoras da nova MPB juntas no palco do Chevrolet Hall, no último dia 20. O show "Mulheres Brasileiras", de Vanessa da Mata, rendeu um post enorme. Muita gente falou que, pelo post, conseguiram imaginar o quanto o show de Vanessa foi mágico. E foi realmente mágico. Mas em especial, um momento marcou. Gadú pega o violão, após interpretar brilhantemente Longe Demais, do repertório de Vanessa, e toca Tudo Diferente. Vanessa entra cantando com sua voz suave, enquanto Gadú acompanha ao violão. Em poucos segundos, a voz doce de Vanessa e o timbre único de Gadu se encontram, se cruzam e se fundem, numa parceria que merecia ser registrada. Se a perfeição pudesse ser descrita, acho que Tudo Diferente com Vanessa e Gadú juntas se aproximaria dessa descrição.



Rude Boy (por Rihanna)

Rihanna sempre me pegou com seus hits (com exceção de Umbrella-ella-ella-eh-eh-eh, que acho um saco). Gosto de boa parte de suas músicas: Disturbia, SOSDon't Stop The Music, Shut Up And Drive, Hard, Hate That I Love You... E quando aliado à força que ela exerce no mundo pop e ao poder dominador de mentes de seus hits, ela usa de uma tendência oitentista, com influências tribais e de pop-art, numa batida impulsiva, e lança um clip progressivo, psicodélico e multicolorido?  Por si só já faz valer a música ruim que normalmente o acompanharia. Mas o melhor: a música é boa. Boa a ponto de fazer os  meus joelhos se mexerem toda vez que eu escuto. Boa a ponto de virar ringtone do meu celular. Boa a ponto de quase ser o meu pop favorito de abril, brigando pau-a-pau pelo posto com Lady GaGa e sua Telephone.




Eu Menti Pra Você (por Karina Buhr)

Essa sem dúvida é A Surpresa do Mês. Estava entediado, numa segunda-feira, hora do almoço. Assistia a reprise do 15 Minutos, na MTV. Aí me aparece, de pernas cruzadas sobre o sofá,  uma moça meio estranha, cantando uma música muito estranha, com um sotaque bem estranho. E toda aquela estranheza se fundia, a ponto de fazer eu me levantar da cama e prestar atenção atentamente no programa. Aí vem o nome: Karina Buhr. Que chique, a menina é estranha porque vem da Alemanha e tá cantando em português, sei lá - pensa o Eduardo. Mas ele vai fuçar a vida da pessoa estranha pela qual acabara de se apaixonar, e vê que ela é baiana, criada em Pernambuco, e que seu som é a coisa mais surpreendente que ele ouviu nos últimos tempos. Sem exagero. Karina traz em seu CD de estreia uma sonoridade diferente do que já há por aí, e talvez por isso soe tão estranho escutá-la. Mas pra quem aprecia uma boa música, Karina é a prova que sempre podemos nos surpreender. Sorte minha, que conheci e me encantei pela voz, pelas letras, pela sonoridade e pela inovação de Karina. Azar dos meus amigos, que da semana ficaram de birra comigo, porque eu não parava de cantarolar o tempo todo: "eu sou uma pessoa má, eu mentí pra você... você não podia esperar ouvir uma mentíra di mim, que pena, não sô o que você quer di mim"...

28 de abril de 2010

Ajuda: Cachorrinho "Shih-Tzu" Desaparecido

No dia 27/04, foi roubado o cachorrinho da minha amiga Samy. Aconteceu durante a tarde, na garagem da própria casa da Samy, na cidade de Formiga. Ele atende pelo nome de Lord e é da raça Shih-Tzu..

Por favor, ajudem divulgando essa comunidade. Qualquer informação, postem lá na comunidade, deixem comentário aqui no meu blog, no blog da Samy ou liguem para ela no (37) 9114 9442. Quem tem um animalzinho e gosta muito dele sabe o quanto dói passar por esta situação, então peço que quem puder, ajude. E quem não puder ajudar, por favor, não faça graça do sofrimento alheio.

26 de abril de 2010

Textos: De olhos bem fechados




de olhos bem fechados
todos os gostos são mais doces
mais amargos, mais azedos
mais salgados

de olhos bem fechados
todas as sensações são mais intensas
todas as cores são mais densas
todas as coisas, ainda que pequenas
se tornam de grandeza imensa

de olhos bem fechados
todos os beijos são mais molhados
todos os corpos são mais suados
todos os nomes são mais falados
não em voz alta
mas suspirados

de olhos bem fechados
todos os calores são mais quentes
e todos os frios se fazem quentes
porque a pele que toca a outra
sente o que a outra sente

de olhos bem fechados
os corpos se confundem
e de tal maneira se maneira se fundem
que nem em Kubrick, ou em suas obras
tais sensações se difundem

25 de abril de 2010

Aula de química

Olá classe... tudo bem? Hoje o professor Edu tem uma aula de química super interessante para os seus aluninhos e aluninhas do coração! O tema é a química do amor... fala sério que você achou que eu iria realmente dar aula de química? Aham, Cláudia, senta lá...

Mas vamos ao que interessa. O amor é um fenómeno neurobiológico complexo, baseado em atividades cerebrais de confiança, crença, prazer e recompensa, que envolvem um número elevado de fatores químicos. Existem várias substâncias químicas correndo em nosso sangue e em nosso cérebro quando nos apaixonamos. Cientificamente falando, podemos classificar o amor através dessas substâncias, em 3 tipos ou fases diferentes:
  1. Desejo (ou paixão erótica)
  2. Atração (ou paixão romântica)
  3. Ligação (ou compromisso)
Na fase 1, chamada de desejo, o que comanda o corpo são os ditos hormônios do sexo (a testosterona e o estrogênio). Simplesmente bater o olho e dizer: eu te quero! Feromônios, aparência e nossa própria idéia do que buscamos em um parceiro também são fatores importantes para definir nossos desejos. Sem o desejo, talvez nunca encontremos aquela pessoa especial, pois sem ele não se desencadeiam as próximas fases.. 

Se por um lado, é o desejo que nos faz "procurar", é a nossa necessidade de romance que nos leva à fase 2: a atração. É claro que o estrogênio e a testosterona agem na questão sexual. Sem eles, nunca poderíamos nos aventurar no mundo do "amor verdadeiro". Os pesquisadores atribuem o que sentimos nesta fase às seguintes substâncias:
  • a norepinefrina, que nos excita (e acelera o bater do coração)
  • a serotonina, que nos descontrola
  • a dopamina, que nos faz sentir felizes
  • a feniletilamina, que controla todos os outros (e que também está presente no chocolate)
Estes elementos juntos causam elevação, energia intensa, falta de sono, paixão, perda de apetite e foco único na pessoa a quem se ama. Mas e quando o negócio começa a ficar sério?

A fase 3, a da ligação, começa na cama. Quando duas pessoas fazem sexo, a oxitocina é liberada. Esta proteína contribui para as uniões sociais (incluindo uniões macho-fêmea e uniões mãe-filho), diminuindo as resistências que os animais têm à proximidade de outro. Já a vasopressina é conhecida como hormônio da fidelidade, e está relacionada ao sentimento de posse e estabelecimento de laços. Porém, acredita-se ainda que a oxitocina e a vasopressina interferem nas reações químicas da dopamina e norepinefrina, (o que pode explicar por que o tesão diminui quando o relacionamento se fortalece).

Mas se o relacionamento prossegue, outros elementos químicos entram em cena. As endorfinas, liberadas durante o contato e nos exercícios físicos por exemplo, ainda garantem a sensação de bem-estar e segurança. Além disso, a oxitocina ainda é eliminada quando você faz sexo, produzindo sentimentos de satisfação e união. A vasopressina também continua a agir.

Por hoje é só. Agora você pode se aproximar de alguém dizendo que "está rolando uma química" sem medo de ser feliz, pois já vai poder explicar como essa química acontece...

Se bem que... melhor não, né?!

23 de abril de 2010

Telephone: estou ficando surdo!

Edu vai ligar pro Marcão.
Disca o número: 9-3-5.... e espera chamar.
(chamando...)


Marcão: Alô?
Edu: Alô, Marcão?
Marcão: Eu...
Edu: Tá podendo falar?
Marcão: Tô sim... quem tá falando???
Edu: Edu
Marcão: Belezinha?
Edu: Não, Edu (tinha entendido "Barriguinha")
Marcão: Belezinha??
Edu: Edu Ruas (tinha entendido "de Varginha")
Marcão: Eu entendi, Edu... Belezinha???
Edu: (caindo a ficha...) Beleza...


"Sorry, I can not hear you... but I'm not kinda busy!"

E Honey B' riu.

Jogo do pintinho

Me diverti muito com esse jogo! Can Your Pet!!!



Tem de cuidar do pintinho: escolher roupinha, dar comida, dar banho brincar com ele...
Quando acabar o jogo, você vai entender porque o nome é Can Your Pet. Hahaha...

#maldade

22 de abril de 2010

Coisas em que preciso melhorar


É... acho que vou chegar aos 40 cheio de rugas e muuuuito rabugento! 

PS: A imagem foi roubada do orkut da Samy. Pelo jeito a rotina dela também é sofrer de insônia. Alguém nos dá uma Maracugina ou um ansiolítico? Para mim, também pode ser uma boa companhia, um bom jantar, uma boa garrafa de vinho e uma boa noite de sexo. Aceito as duas ofertas, embora prefira a segunda, não gosto de tomar remédio (a não ser...)

21 de abril de 2010

A moça do cabelo duro


E lá estava ela... no palco escuro, ao som de um canto de Oxum. Um vestido negro com bolinhas brancas, tão reluzentes que pareciam estrelas. O corpo dela era o céu estrelado de uma noite incrível que estava por começar. E ao primeiro acorde de Baú, o céu se iluminou ao tom de amarelo sol do longo vestido rodado.

A perfeição se fez pra mim na noite de ontem, quando Vanessa da Mata finalmente trouxe para Belo Horizonte o show da turnê Jardins e Perfumes de Sim, no projeto Mulheres Brasileiras, em parceria com a Sky. Ela, que há dois anos não vinha aqui, fez o favor de tornar a noite de 20 de abril de 2010 a mais perfeita dos últimos tempos. Quero contar alguns momentos que para mim foram extremamente singelos. Primeiro o repertório. Começo pela música nova: o belíssimo pop Perfume Barato. Segundo Vanessa, a música estará no novo cd, que começa a ser gravado em 20 dias e tem previsão de lançamento para setembro. Além desta, versões de Sinhá Pureza, A Lua e Eu, Último Romance e Por Enquanto - essa cantada a cappella, ao lado das convidadas da noite: Fernanda Takai e Maria Gadú.

A presença das duas foi um espetáculo à parte.  Foi lindo ver Fernanda (que Vanessa disse ser "a moça com olhos de menina e jeito de senhora") cantando a brega, mas lindíssima Cadeira de Rodase também De Onde Vem o Baião. E Takai foi super feliz ao afirmar que Vanessa veio a BH à procura do pão-de-queijo perfeito, mas como não achou, terá de voltar sempre.
Logo em seguida, Vanessa convida "a menina magrinha, que fica cantando da plateia as músicas que ela esqueceu a letra". Maria Gadú causou furor ao cantar Longe Demais e Tudo Diferente ao lado de Vanessa. A última, em especial, parece ter sido desenhada para as vozes das duas, tamanha a harmonia e a complementação que aconteceu.

Ao invés da conhecida história da tia Rita, Vanessa introduziu Joãozinho com um "causo bem minerim" de sua tia Regina, moradora de Ituiutaba. Como foi charmoso vê-la fazendo o sotaque mineiro, imitando o jeitinho interiorano e acolhedor do nosso povo. Mas dentre todos os momentos do show, um me marcou em especial. Me arrepio só de lembrar... A menina cantora se sentou no palco, e pediu ao público para cantar "Ainda Bem" em seu lugar... disse ser esta uma das suas canções favoritas, e por isso ela pede sempre ao público que a cante pra ela. Calou-se a voz da artista da noite, para apenas escutar o Chevrolet Hall em peso cantando os versos daquela que agora tornava-se o público. Ao final, deu pra sentir em sua voz como ela ficou emocionada com o coro. Foi quando Vanessa disse que em nenhum outro show da turnê esse momento foi tão lindo. E firmou: "Não é clichê, podem procurar no YouTube, vocês vão ver que não falo isso em qualquer lugar que eu vou. Hoje realmente foi o momento mais lindo da turnê."


Especial. É como se define a noite de ontem. Obrigado Vanessa. E não nos deixe só por mais dois anos... volte o quanto antes. Somos todos parte do seu baú, vivo, mágico e repleto de coisas boas!



UPDATE: Minhas fotos não ficaram boas, porque eu não estava perto do palco. Em compensação, o pessoal do fã-clube conseguiu fotos incríveis, que eu zipei e disponibilizei pra download. (Crédito das fotos: Adriano Maciel - Vanessa da Mata fã-clube)

20 de abril de 2010

As divas pop da Rolling Stone

A Rolling Stone americana lançou uma lista na qual elegeu as "novas divas da música pop". As eleitas foram Lady GaGa, Rihanna, Kate Perry Miley Cyrus e Taylor Swift. Certo que levarei pedradas por expor minha opinião sobre elas, mas o blog é meu, então eu tenho o direito. Confesso que, apesar de esperar por isso, fiquei um pouco atônito com o resultado. De acordo com os segundos iniciais do clip Diva, da Beyoncé, diva pode ser uma personalidade ou uma artista de sucesso e glamour. Em especial, assim se chamam as cantoras que atingem um alto grau de popularidade. É o caso das cinco cantoras citadas. Mas acho que tem algo a mais pra definir uma diva. Uma a uma, eu explico os motivos pelos quais eu digo isso. Eis minha análise (pela ordem da foto):




Lady GaGa:  êêêêê
Tem atitude, chama a atenção pelo que veste/fala/faz, causa furor por onde passe (seja ele positivo ou negativo), tem hits chiclete que vendem milhões e batem recordes, é admirada e reconhecida no meio da música, lota estádios e casas de shows por onde passa... resumindo: ela é um frisson! Seus vídeos já bateram um bilhão de visitas no YouTube, e Bad Romance é o vídeo mais visto na história do site. Resta saber se GaGa terá cabeça para se manter; ela é sem dúvida o fenômeno pop dos anos 2000, mas já incorporou o personagem de tal maneira que parece não ter mais vida pessoal, e isso pode acarretar um stress que a leve a interromper subitamente sua carreira. E falando de Lady GaGa, isso não é impossível. 


Rihanna:  êêêêê
Acho que se Rihanna faz parte dessa lista, ela acaba sendo muito injusta. Não que ela seja ruim, pelo contrário. Rihanna é uma das maiores revelações do R&B, tem uma voz peculiar e é talentosa (apesar de não ser minha cantora favorita, seus hits sempre me pegam). Conseguiu aos poucos se livrar da imagem da "cantora de Umbrella-ella-ella-eh-eh-eh" e seu "Rated R" é um dos melhores CDs de pop dos últimos tempos. Rihanna tem mostrado que é uma artista mais madura, consistente e experiente a cada dia. Porém ela já é "velha de estrada" (surgiu pro mundo em 2004 - das listadas, a com mais tempo de carreira). Isso nos leva a questionar a ausência de nomes como Fergie e Beyoncé na lista da Rolling Stone.

Katy Perry: êêêê
Acho Katy razoável. Tem boas músicas, faz boas participações em CDs de vários artistas e é queridinha dos adolescentes (e da MTV também né, convenhamos). Ela já chegou no mundo pop causando polêmica com seu primeiro EP, Ur So Gay, e com o primeiro single, I Kissed A Girl. Seus hits são o mais chiclete que uma música consegue ser. Mas (como disse uma amiga metaleira ao escutar I Kissed A Girl pela primeira vez) Katy ainda precisa se livrar das amarras da indústria e inovar um pouco mais, para acabar não passando desapercebida quando os adolescentes crescerem e deixarem de assistir MTV.

Miley Cyrus: êêê½
Pessoalmente não gosto da Miley. Acho que Hannah Montana é um saco, não consigo e não conseguirei desvencilhar a imagem dela da personagem e a única música que gosto dela é Party In The USA. Pra mim ela brinca de ser superstar, a voz dela é enjoadinha, e não acho que ela trouxe nada de novo. Não consigo entender porque ela faz tanto sucesso. Mas ela é sim, um grande fenômeno pop. Vende milhões, executa bem o papel social que a fama lhe trouxe e é a única artista da leva teen da Disney que parece que vai conseguir não ser "só mais uma". Embora ache que ela precisa aprender muito, ela é nova e tem tempo e potencial pra isso.

Taylor Swift: êêê
Façamos justiça: o que Kanye West fez com ela no ano passado durante o VMA foi muito feio... mas foi merecido. Taylor é bonita, canta bem, mas... é só! Ganhou Grammy sim, ganhou VMA, ganhou uma porrada de prêmios, mas não me convence. Não acho nada demais nela. Eu ainda não sei (e acho que ela também não sabe) se quer cantar country, pop... Além de You Belong With Me, não conheço mais nada a fundo. Acho ela sem sal, sem graça, sem it... Pra mim, tem divas melhores pra Rolling Stone escolher... estão aí Ke$ha, Adam Lambert e Justin Bieber* que não me deixam mentir.

*sei que o Adam Lambert e Justin Biba são meninos. Mas pra mim eles podem ser divas quando quiserem, pois a única coisa que falta é ter nascido mulher. #brinks

16 de abril de 2010

Textos: TARJA PRETA



TARJA PRETA (por Edu Ruas)



Sinto falta de você a meu lado. A noite fria e convidativa me pede algo que remedie essa solidão. Logo penso em você, e na distância que nos separa... mas sabe que, pensando bem, acho até bom você e eu morarmos longe? Explico o porquê...
Você é um remédio tarja preta... doses ponderadas de você fazem muito bem, mas doses contínuas devem viciar e causar dependência... isso se eu já não tiver me tornado dependente, pois as poucas doses que tenho tomado de você me fazem sentir uma abstinência profunda. E me pego a pensar: "Qual a fórmula, qual o nome de laboratório, qual a substância que faz com que nenhum dos outros remédios que eu tomo tenha o mesmo efeito que ESSE tarja preta em específico?"
Remédios tarja preta são perigosos. Podem fazer mal se não forem tomados com os devidos cuidados nas doses. Seu efeito pode se tornar uma droga, que consome o corpo e a consciência dos seus dependentes. Mas ao contrários dos narcodependentes, não querer me desvencilhar do vício nesse tarja-preta não parece (até agora) algo que  vá me prejudicar. Os médicos provavelmente, hão de concordar com o que digo. Você é um vício que me faz bem...



(Me bateu uma inspiração de madrugada, e acabei por escrever agora esse textinho. Acabou ficando uma coisa que posso direcionar a quem não está aqui ao meu lado, mas que eu gostaria muito que estivesse... Minhas frases à la Pedro Bial vieram pro blog, mas certamente serão bem interpretadas e compreendidas por quem as inspirou.)

13 de abril de 2010

Saldo do "Dia do Beijo"

13 de abril é o dia internacional do beijo! E aí é hora de beijar geral! Vamos dar beijo na boca, passar sapinho pra galera, levar uns tapas na cara... e rir da cara de quem não tem ninguém pra pegar!

Hahaha... não é bem assim! Bom, pelo menos não é essa a visão que eu tenho... O beijo pra mim pode representar várias coisas. Lógico que eu seria hipócrita em dizer que não queria uma boca pra beijar (sim, meu "saldo" de dia do beijo também é zero). Mas além de demonstração de atração física, o beijo pode ir além...

Quem não sente falta de um beijo de boa noite da mãe ou do pai (especialmente quem não tem ou está longe)? Quem não adora receber um beijo de um(a) amigo(a) que não vê há muito tempo, ou até mesmo daquele(a) grande amigo(a) com quem se convive todos os dias? Quem nunca, ao conhecer alguém, deu os famosos "três beijinhos pra casar"?

Beijo é bom. Seja beijo de amigo, beijo de "prazer te conhecer", beijo de boa noite, e sim, o beijo apaixonado, o melhor de todos, aquele que faz o sangue ferver e o coração bater mais forte! Olhando por esse aspecto, meu saldo do dia do beijo nem foi nulo. Pode não ter tido beijo de novela (ai, e fez falta esse, viu...), mas teve muito beijo de carinho. E só de ter carinho, já valeu a pena!!!

Um beijo de boa noite!!!

12 de abril de 2010

Hanson: o tempo passa...

Sexta na balada ouvi "MMMbop", um sucesso antigo dos irmãos Hanson. Hoje um amigo comentou (via twitter) que encontrou áudios antiiiiiiiiiiiiigos dos Hanson no computador dele. E por coincidência, futricando um site de moda masculina, encontrei algo sobre eles... 
Esses eram os garotos do Hanson, quando a banda estourou, há uns 14 anos atrás...


... e esses são os "garotos" do Hanson, nos dias de hoje:


De boyband enjoada a capa de editoriais de moda... é, a espécie "ídolo pop" tende mesmo a evoluir! Só resta saber se o som melhorou como o visual... Pra matar a "saudade", o hit que fez os meninos estourarem mundo afora:

Coisas que eu gosto

(PS: esse é especial pra mamãe, que eu amo de paixão e tá fazendo aniversário hoje! Beijo, mãe! Quando você aprender a mexer na internet eu te mostro esse post, ok!)

Então... ontem tive uma rápida crise de auto-estima antes de ir dormir. Fruto de coisas mal-resolvidas (odeio terminar qualquer coisa sem resolvê-las completamente). E nada como uma boa noite de sono pra se recuperar dos revertérios de ressaca de término de relacionamento.

Aí durante a noite eu tive um sonho. Sonhei com um baú (talvez por ânsia pelo show de Vanessa da Mata, que está chegando). E nesse baú eu fui achando um monte de coisas que eu gostava. Hoje pensei o dia todo nisso. Coisas que eu gosto: onde eu deixei o baú com vocês, meus amores? Cadê minhas coisinhas boas, vivas e mágicas, meus desenhos herméticos, as palavras de Dalai Lama, minhas memórias e meus livrinhos de receita?

Às vezes, devido à correria do cotidiano, ou por não olhar pra dentro de mim mesmo, as pequenas coisas passam deapercebidas. E quando digo pequenas coisas, não me refiro a objetos ou quinquilharias que adoro juntar. Às vezes passa um beijo que você deixa de dar em alguém que você ama. Às vezes, uma música que você esqueceu que está no seu HD. Outras, mandar um depô pra um grande amigo no Orkut, ou falar pra alguém o quanto a sua presença é importante. E ainda mais: quantas vezes deixamos de olhar pra nosso interior e pensar: por que é assim que as coisas acontecem? Será que eu interfiro na minha história, ou será que só cumpro um destino que já está escrito? Será que o poder de controlar as nossas vidas está nas mãos dos outros, do universo, ou de nós mesmos?

Por isso eu digo: achei a chave do meu baú debaixo de um tapete empoeirado. Agora eu quero abrir o baú. Quero resgatar tudo o que tem de bom e que foi jogado lá dentro. Quero (re)encontrar as coisas que eu gosto e poder falar: eu gosto disso! Eu gosto de cantar. Eu gosto de entrar em lojas de CD, olhar, olhar e não comprar nada. Eu gosto de cores. E eu gosto do meu cachorro pequeno. Eu também gosto de Vanessa da Mata, Lady GaGa e Amy Winehouse - e por que não posso gostar das três? Eu gosto dos meus amigos (sempre presentes - e presente não significa por perto), eu gosto de internet, leite com toddy, gosto do meu colete e de mosaicos de papel picado. Gosto das luzes das boates e do escuro do meu quarto. Gosto da Savassi e gosto de rir das idiotices que meus amigos e eu dizemos/fazemos/falamos às vezes... Eu gosto de mim, e eu gosto da minha vida, porque ela é única.

Não deixemos passar as coisas que a gente gosta. Amanhã pode ser tarde demais, você pode esquecer onde deixou a chave do seu baú, ou de tão velho e esquecido, você pode não conseguir mais abri-lo...

8 de abril de 2010

Bad Romance: mais um momento marcante

Acho que a trilha sonora pros momentos engraçados da minha vida é definitivamente "Bad Romance".

Lembro-me da "Privada Ladygáguica" como se tivesse sido hoje. Foi numa festa no Cineclube Savassi, pra comemorar o aniversário do Bruno Lopes (vulgo Katita). A coinicidência foi infame. Esperava tocar BR pra dançar com o Katita (promessas de aniversário), quando resolvo ir ao banheiro. Aí, ao apertar a descarga, misteriosamente começa a tocar Bad Romance... saio correndo do banheiro e, após "coreografar" com Katita e Diego, nos rendemos à risada sobre as privadas do Cineclube, que tocam Bad Romance ao serem apertadas.
Hoje houve mais um desses momentinhos mágicos ao som de miss GaGa. Acontece que o ringtone de um dos celulares da Álida é a bendita música em questão. Alguém ligou pra ela no meio da aula de "Confiabilidade em Sistemas de Controle e Automação" (que é um tédio só). Enquando Álida procura desesperadamente o celular na bolsa, o Carlos Henrique (vulgo KH) e eu, na mais espontânea das reações, começamos a dançar na sala. A professora logo grita: "Por que esses dois doidos estão dançando no meio da sala?"
Conste o detalhe: era uma sala de Engenharia, e tinha uma dentista (irmã de uma das meninas, esperando a aula acabar pra ir embora com ela). Nenhuma das pessoas da sala viu a peripécia, apenas a denntista! E a professora ao fim da aula ainda ficou pedindo: "Dança de novo, eu não vi direito..." Aham, Cláudia, senta lá... Bom, apesar do mico que Bad Romance me fez pagar hoje, ainda estou de bem com a situação... pelo menos o toque da Álida não era "Single Ladies"...

Boa noite, meu povo!

7 de abril de 2010

Sobre a amizade


Pelos amigos a gente faz tudo. Pelos amigos a gente suporta tudo. Até o tempo e a distância...

Dez e meia da noite de ontem, eu chegando da faculdade. Entro no prédio e vejo um papel na caixa de correio. Já fui logo pensando: propaganda de pizzaria nova. Quando pego pra ver, um cartão postal, vindo direto da Austrália. Um texto pequeno, simples, mas verdadeiro o suficiente pra me lembrar que tenho amigos. E amigos que me amam. São coisas pequenas, que pra alguns podem significar pouco. Mas pra quem realmente ama uma pessoa e sente falta dela, é a maior demostração de carinho: a lembrança.

Como diz o clichê, amigos realmente são a família que escolhemos. Pois mesmo distantes, ou afastados por um tempo, sabemos que sempre podemos contar com eles! Obrigado Ju*, de novo... obrigado por deixar eu fazer parte da sua vida! Te amo!

*Julinha Vale é uma grande amiga que se mudou pra Austrália, foi fazer intercâmbio e decidiu ficar por lá mais um tempo. Mas não há tempo e distância que impeça uma amizade. Recebi a prova disso ontem!

6 de abril de 2010

Será que a Lady GaGa vê isso?

O reboliço que alguns clipes causam na internet é notório, e sempre traz supresas. Algumas vezes boas, já outras...
Sucessos como "Thriller" e "Single Ladies" tornam-se inspiração pra muitas pessoas. O clipe causante da vez é "Telephone", segundo single do "The Fame Monster" de Lady GaGa. Imitações surgiriam, já era de se esperar. Mas tenho certeza que igual a esta não vai aparecer tão cedo:


Além de uma cover da Lady GaGa que parece ter tomado uma cartela de Diazepam, colocam um humorista de 2ª linha para imitar a Beyoncé. Eu ri muito... e acho que essa menina agora não consegue fazer um show tão cedo, porque não ficou bonito essa macacada toda!

Veja o vídeo de GaGa e Beyoncé e faça suas comparações:

5 de abril de 2010

Depois de cinco meses longe...

Conversando sobre blogs aqui com meu amigo Jéfi.
O que é um blog?

Sabe, sempre gosto de falar de música. Por que a música manifesta muito do que eu sinto...
Se eu tô triste, sempre vai ter uma letra do Renato Russo que vai dizer exatamente o que eu estou sentindo, e no fim das contas, chego a acreditar que tudo vai passar...
Se eu estou feliz ou animado, sempre me aparecem melodias coloridas, que alegram ainda mais o meu dia (a última foi no meu último relacionamento, que parece ter deixado essa música de coisa boa).

Não sei se as pessoas compartilham dessa opinião comigo, mas a música é presente o tempo todo. Por isso, gosto muito de (e muitas vezes me restrinjo apenas a) falar de música.
Mas será que o blog precisa se limitar a isso?

Retentar. (Re)Começar de novo. Já que eu quero falar de música, vou fazer diferente: ao invés de mostrar como eu me sinto através da música, vou só mostrar como eu me sinto. E a música vai me ajudar, mas sem ser motivo principal. Afinal, minhas canções favoritas são a trilha sonora da minha vida, então o destaque aqui tem de ser o personagem principal. (risos)

Então fica assim.

Perdido no blog? Procura aqui:

Quem manda na bagaça

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Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil
"Home is where you least expect to find it." (do filme "Shelter")