29 de junho de 2010

Amigo é coisa pra se guardar...

Quero aproveitar hoje, que é o aniversário de uma grande amiga, para me valer das mais sábias palavras sobre a amizade que conheço, que estão na letra de "Canção da América" (composta por Milton Nascimento). Mari, essa é pra te agradecer por tudo o que você representa na minha vida!



"Amigo é coisa para se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração"

Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou ao ver o seu amigo partir...
Mas quem ficou, no pensamento voou, com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar no lado esquerdo do peito...

Mesmo que o tempo e a distância digam "não", mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir a voz que vem do coração
 Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto a te encontrar...qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.


Parabéns, Mari!!! Te amo muito... feliz aniversário!

18 de junho de 2010

O pouco que aprendi com José Saramago

Antes de começar a escrever este post, eu me perguntei: quem sou eu pra falar alguma coisa do Saramago? Caí em minha quase-ignorância sobre este grande escritor e suas obras e me perguntei: vou mesmo me atrever a escrever sobre ele? Sim, vou. O tema me encoraja.

Saramago é autor de um dos livros que inspirou um dos filmes mais geniais que eu já assisti, "Ensaio sobre a cegueira". Também é o único escritor de língua portuguesa a ter ganho um Prêmio Nobel de Literatura, o maior prêmio literário que pode ser concedido a alguém. Mas isso é de conhecimento de qualquer um que tenha assistido as notícias sobre sua morte hoje nos jornais. O Saramago que tenho em mente para este post é outro. Quero falar do Saramago humano. Do Saramago que prova que tudo o que um homem precisa para cumprir um objetivo é sua vontade própria.

Certa vez, não me lembro onde, assisti a um documentário sobre a vida de José Saramago. Hoje, com a notícia de sua morte, vi mais algumas entrevistas, nas quais ele mesmo fala sobre a infância. Neto de avós analfabetos, filho de pais analfabetos, cresceu em meio aos porcos que a família criava, como forma de sustento. O pouco estudo que teve foi para aprender um ofício, uma forma de ajudar no sustento de casa - estudou numa escola técnica e trabalhou como serralheiro.

Mas a paixão pelo estudo e pela leitura falou mais alto. Despertou no jovem José Saramago a autodidática necessária para escrever. Talvez nem tenha tido aprendizado ou conhecimento suficiente, mas tinha sentimento, criatividade, vontade. A base educacional fraca não o impediu de ter fascínio pela literatura e de se tornar, com isso, um dos maiores gênios literários dos últimos tempos.

Creio que, por coincidência, Saramago apareceu na última semana em minha vida, por dois momentos. No fim de semana, baixei e assisti "Ensaio sobre a cegueira", adaptado do livro homônimo, escrito por ele. Ontem pela manhã, estive na busca por uma epígrafe para minha monografia. Selecionei várias frases, e uma delas era de Saramago: "cada dia traz sua alegria e sua pena, e também sua lição proveitosa". Acho que essa frase expressa bem o legado de José Saramago. Ele aprendeu, com a vida e consigo mesmo, e aproveitou as diversas lições abstraídas em sua vida. Quiçá até as tenha retratado em suas brilhantes obras, que quisera eu ter conhecido melhor.

Não sou um profundo conhecedor do trabalho de Saramago, mas pela história de vida, pela brilhante carreira e pela visão de mundo que ele demonstrou, estou certo que esta pequena homenagem não ficará em vão, pois o homenageado é de grande merecimento.


"O mundo é tão bonito, tenho pena de morrer" (José Saramago - *1922 +2010)

14 de junho de 2010

A Copa e eu


Amanhã, dia 15, é a tão aguardada estréia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Mais uma vez milhões de brasileiros projetam nós pés de milhões dos atletas suas esperanças, suas alegrias. Partindo desse que é o assunto de maior interesse no momento, resolvi me aproveitar do bate-papo que tive sobre o assunto com o Andis, que é jornalista e meu amigo. Peço licença para usar de algumas das palavras que trocamos.

A Copa do Mundo FIFA é uma verdadeira festa. Pra mim, esta em especial, com a África do Sul como sede, ganha destaque. Futebol é um esporte interessante, que permite a interação saudável entre países, embora não passe de uma competição. Tem um caráter democrático, tanto por unir pobres e ricos por um mesmo motivo quanto pelo fato de se fazer necessário para sua existência apenas gente, um local e bola. Além disso, ele traz felicidade para muita gente... emoção (e isso fica evidente, no sorriso estampado na face de cada africano). Você pode conhecer a cultura de outro país através do futebol.

Alguns disseram que eu não tenho patriotismo, devido a meu posicionamento inerte diante do mar verde-amarelo que se alastra nessa época. Pois é... quem me conhece sabe que não sou um fanático por futebol. Mas a Copa desperta esse meu lado: são os melhores atletas, dos melhores países de cada continente, reunidos em busca de um mesmo objetivo. Eu assisto jogo, fico vidrado na TV, anoto resultado em tabelinha e tudo, mas faz tempo que deixei de fazer o tipo que compra cornetas, pinta muros, decora a rua, se veste com a camisa da Seleção e sai gritando "eu quero o hexa"!


Eu só não gosto de uma coisa no "espírito de Copa do Mundo". Falo do Brasil em específico, pois é aqui que eu vivo e posso observar essa característica. De 4 em 4 anos, o país inteiro para totalmente em razao da copa. Aí, questões cujas consequências duram mais que os 30 dias de Copa, como política, economia, se descontrolam sem ninguém dar a devida atenção.

Não finjo ser patriota só na Copa. Assisto, torço, mas como a competição esportiva importante que é, não como uma forma de demonstrar minha brasilidade. Prefiro demonstrar isso no dia-a-dia, prestigiando a arte, valorizando a música, reconhecendo os méritos dos profissionais brasileiros das mais diversas áreas que conquistam respeito e reconhecimento no que fazem. Melhor que amar o Brasil em época de Copa e, um mês depois, estar descendo a lenha e falar até que tem vergonha de ser brasileiro.

O Andis disse que "amar o país é muito demodê, ninguém ama nada". No nosso papo, esse foi um dos poucos pontos onde nossas opiniões divergiram. Acho que o Brasil, como qualquer outra nação, tem seus problemas. Mas não trocaria o Brasil por outro lugar, pois amo ser brasileiro, amo minhas raízes, minha terra, meu povo, minha cultura. Contudo, não vejo necessidade de gritar isso aos quatro ventos. E se no meu cotidiano não prego este fanatismo "patriotismo", por que faze-lo em época de Copa? Faz sentido?

Torcer pelo país num jogo de futebol não demonstra patriotismo. Demonstra espírito esportivo. Ser patriota significa mil outras coisas. Precisamos aprender a ser patriotas durante os 4 anos, e não apenas de 4 em 4. E a propósito, se essa arara for mesmo a logo do Mundial de 2014, ele já não me agrada antes mesmo de começar (não, eu não gostei da logo).

1 de junho de 2010

Vídeo: chinesinha dá piti em aeroporto

Quero começar junho com muitas risadas, então quero colocar esse vídeo muito engraçado, eu cheguei a chorar de tanto rir do piti da chinesinha!!! (dica da Lívia Aguiar, rainha dos colírios da Capricho, hehe)


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"Home is where you least expect to find it." (do filme "Shelter")