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14 de junho de 2010

A Copa e eu


Amanhã, dia 15, é a tão aguardada estréia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Mais uma vez milhões de brasileiros projetam nós pés de milhões dos atletas suas esperanças, suas alegrias. Partindo desse que é o assunto de maior interesse no momento, resolvi me aproveitar do bate-papo que tive sobre o assunto com o Andis, que é jornalista e meu amigo. Peço licença para usar de algumas das palavras que trocamos.

A Copa do Mundo FIFA é uma verdadeira festa. Pra mim, esta em especial, com a África do Sul como sede, ganha destaque. Futebol é um esporte interessante, que permite a interação saudável entre países, embora não passe de uma competição. Tem um caráter democrático, tanto por unir pobres e ricos por um mesmo motivo quanto pelo fato de se fazer necessário para sua existência apenas gente, um local e bola. Além disso, ele traz felicidade para muita gente... emoção (e isso fica evidente, no sorriso estampado na face de cada africano). Você pode conhecer a cultura de outro país através do futebol.

Alguns disseram que eu não tenho patriotismo, devido a meu posicionamento inerte diante do mar verde-amarelo que se alastra nessa época. Pois é... quem me conhece sabe que não sou um fanático por futebol. Mas a Copa desperta esse meu lado: são os melhores atletas, dos melhores países de cada continente, reunidos em busca de um mesmo objetivo. Eu assisto jogo, fico vidrado na TV, anoto resultado em tabelinha e tudo, mas faz tempo que deixei de fazer o tipo que compra cornetas, pinta muros, decora a rua, se veste com a camisa da Seleção e sai gritando "eu quero o hexa"!


Eu só não gosto de uma coisa no "espírito de Copa do Mundo". Falo do Brasil em específico, pois é aqui que eu vivo e posso observar essa característica. De 4 em 4 anos, o país inteiro para totalmente em razao da copa. Aí, questões cujas consequências duram mais que os 30 dias de Copa, como política, economia, se descontrolam sem ninguém dar a devida atenção.

Não finjo ser patriota só na Copa. Assisto, torço, mas como a competição esportiva importante que é, não como uma forma de demonstrar minha brasilidade. Prefiro demonstrar isso no dia-a-dia, prestigiando a arte, valorizando a música, reconhecendo os méritos dos profissionais brasileiros das mais diversas áreas que conquistam respeito e reconhecimento no que fazem. Melhor que amar o Brasil em época de Copa e, um mês depois, estar descendo a lenha e falar até que tem vergonha de ser brasileiro.

O Andis disse que "amar o país é muito demodê, ninguém ama nada". No nosso papo, esse foi um dos poucos pontos onde nossas opiniões divergiram. Acho que o Brasil, como qualquer outra nação, tem seus problemas. Mas não trocaria o Brasil por outro lugar, pois amo ser brasileiro, amo minhas raízes, minha terra, meu povo, minha cultura. Contudo, não vejo necessidade de gritar isso aos quatro ventos. E se no meu cotidiano não prego este fanatismo "patriotismo", por que faze-lo em época de Copa? Faz sentido?

Torcer pelo país num jogo de futebol não demonstra patriotismo. Demonstra espírito esportivo. Ser patriota significa mil outras coisas. Precisamos aprender a ser patriotas durante os 4 anos, e não apenas de 4 em 4. E a propósito, se essa arara for mesmo a logo do Mundial de 2014, ele já não me agrada antes mesmo de começar (não, eu não gostei da logo).

31 de maio de 2010

O 23º presente de aniversário

Há exatamente 23 anos atrás, por volta das 9:15 horas de um 31 de maio eu vim ao mundo. Naquele domingo, o útero da minha mãe me cuspiu, deixando meu corpo, ainda jovem e recém-formado, exposto a pessoas, a ambientes, a sons e a uma série de novidades. Tudo era, até então, incomum, diferente do calor da barriga da minha mãe... mas, aos poucos, fui aprendendo a viver dessa maneira diferente. Com o passar do tempo, fui crescendo e aprendendo mais. Vieram a primeira queda, a primeira palavra, o primeiro passo, a primeira noite dormindo na cama, a primeira festinha de aniversário... percebi então que o amor alimentava, a vida ensinava, mas as feridas doíam, a mágoa machucava, a solidão dava medo...

Cresci mais, e veio o primeiro amor, a primeira desilusão, o primeiro beijo, a primeira viagem pra longe de casa, a primeira transa... novas sensações aconteciam o tempo todo, novas oportunidades surgiam pra mim. Conheci todo o tipo de pessoa: negras, brancas, mulheres, homens, gays, héteros, religiosas, sem credo, ricas, pobres, soberbas, humildes... com todas elas aprendi. Aprendi a respeitar as diferenças, aprendi a amar, aprendi a superar a dor, aprendi a confiar, aprendi a desconfiar... hoje, ao completar mais um ano de vida, eu olho pra trás e pergunto: qual o objetivo disso tudo? A resposta é simples... cada um tem um objetivo de vida, e deve viver em função dele.

Faz pouco tempo que escrevi aqui no blog, falando que só no dia do meu aniversário eu iria fazer o pedido do meu presente de número 23. Meu 23º pedido é que eu continue com esse espírito de eterno aprendiz. Encontrei a graça da vida nisso. Aprendi que aprender é o melhor que se há para fazer enquanto passamos pela louca experiência de viver. Quero aprender mais e mais, com as pessoas, com os livros, com as coisas, com o mundo.

Quero agradecer a Deus, à família e aos amigos, por me ajudarem a ser quem sou hoje. Por contribuírem, cada um a seu modo, para construir o Edu Ruas que todos conhecem. Até pouco tempo, achava que 23 anos eram muito pouco tempo. Hoje percebo que 23 anos é tempo suficiente para se tornar alguém com suas próprias opiniões e méritos. Tenho muito a construir. Ainda não tenho emprego, nem diploma, sou solteiro, não tenho filhos. Mas para tudo isso, pode ser que 23 talvez seja pouco... ou talvez eu tenha tomado decisões que mostram que tudo vem a seu tempo.

É, cheguei bem aos 23. não sei se bem pra todo mundo, mas ao menos estou certo de que estou fazendo o meu melhor. Obrigado vida! E parabéns pra mim...

23 de abril de 2010

Telephone: estou ficando surdo!

Edu vai ligar pro Marcão.
Disca o número: 9-3-5.... e espera chamar.
(chamando...)


Marcão: Alô?
Edu: Alô, Marcão?
Marcão: Eu...
Edu: Tá podendo falar?
Marcão: Tô sim... quem tá falando???
Edu: Edu
Marcão: Belezinha?
Edu: Não, Edu (tinha entendido "Barriguinha")
Marcão: Belezinha??
Edu: Edu Ruas (tinha entendido "de Varginha")
Marcão: Eu entendi, Edu... Belezinha???
Edu: (caindo a ficha...) Beleza...


"Sorry, I can not hear you... but I'm not kinda busy!"

E Honey B' riu.

22 de abril de 2010

Coisas em que preciso melhorar


É... acho que vou chegar aos 40 cheio de rugas e muuuuito rabugento! 

PS: A imagem foi roubada do orkut da Samy. Pelo jeito a rotina dela também é sofrer de insônia. Alguém nos dá uma Maracugina ou um ansiolítico? Para mim, também pode ser uma boa companhia, um bom jantar, uma boa garrafa de vinho e uma boa noite de sexo. Aceito as duas ofertas, embora prefira a segunda, não gosto de tomar remédio (a não ser...)

5 de abril de 2010

Depois de cinco meses longe...

Conversando sobre blogs aqui com meu amigo Jéfi.
O que é um blog?

Sabe, sempre gosto de falar de música. Por que a música manifesta muito do que eu sinto...
Se eu tô triste, sempre vai ter uma letra do Renato Russo que vai dizer exatamente o que eu estou sentindo, e no fim das contas, chego a acreditar que tudo vai passar...
Se eu estou feliz ou animado, sempre me aparecem melodias coloridas, que alegram ainda mais o meu dia (a última foi no meu último relacionamento, que parece ter deixado essa música de coisa boa).

Não sei se as pessoas compartilham dessa opinião comigo, mas a música é presente o tempo todo. Por isso, gosto muito de (e muitas vezes me restrinjo apenas a) falar de música.
Mas será que o blog precisa se limitar a isso?

Retentar. (Re)Começar de novo. Já que eu quero falar de música, vou fazer diferente: ao invés de mostrar como eu me sinto através da música, vou só mostrar como eu me sinto. E a música vai me ajudar, mas sem ser motivo principal. Afinal, minhas canções favoritas são a trilha sonora da minha vida, então o destaque aqui tem de ser o personagem principal. (risos)

Então fica assim.

30 de outubro de 2009

Bem-vindos!

Primeiro post... dessa vez, espero que de muitos!

É a segunda vez que tento começar um blog. A primeira, quando criei o "Eduardo no país das melodias", não funcionou muito bem... Tentei criar um blog sobre música, mais especificamente MPB, que é uma das minhas maiores paixões. Não deu certo, por fim eu mesmo estava insatisfeito em ter me limitado a falar  apenas de música brasileira, enquanto havia um universo enorme de coisas boas ao meu redor.

Acredito que o "No país" tenha sido eterno, enquanto durou. Mas hoje minha visão é mais aberta, e minhas necessidades são maiores. Por isso, aqui está o blog do Edu Ruas. A bagaça (como eu resolvi apelidar o blog carinhosamente) leva meu nome, porque agora é a hora de mostrar quem é o Edu Ruas. Sou um cantor e compositor de MPB, um estudante de engenharia, mas acima disso, eu amo o que há de belo na vida. E é sobre isso que eu quero falar aqui.

Quero falar sobre tudo o que me rodeia e me encanta: cultura pop, música, arte, fotografia, cinema... e além disso, quero expressar e compartilhar minhas opiniões com quem se interessar em conhecer meu blog. Não tenho grandes pretensões com meu novo blog, espero apenas que possa dividir ideias e coisas que eu acho interessantes com as pessoas interessantes que passarem por aqui!

Bem-vindos! Idéias e sugestões serão sempre bem-vindos! Espero que gostem e acompanhem essa nova fase blogueira da minha vida!!!

Perdido no blog? Procura aqui:

Quem manda na bagaça

Minha foto
Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil
"Home is where you least expect to find it." (do filme "Shelter")