(PS: esse é especial pra mamãe, que eu amo de paixão e tá fazendo aniversário hoje! Beijo, mãe! Quando você aprender a mexer na internet eu te mostro esse post, ok!)
Então... ontem tive uma rápida crise de auto-estima antes de ir dormir. Fruto de coisas mal-resolvidas (odeio terminar qualquer coisa sem resolvê-las completamente). E nada como uma boa noite de sono pra se recuperar dos revertérios de ressaca de término de relacionamento.
Então... ontem tive uma rápida crise de auto-estima antes de ir dormir. Fruto de coisas mal-resolvidas (odeio terminar qualquer coisa sem resolvê-las completamente). E nada como uma boa noite de sono pra se recuperar dos revertérios de ressaca de término de relacionamento.
Aí durante a noite eu tive um sonho. Sonhei com um baú (talvez por ânsia pelo show de Vanessa da Mata, que está chegando). E nesse baú eu fui achando um monte de coisas que eu gostava. Hoje pensei o dia todo nisso. Coisas que eu gosto: onde eu deixei o baú com vocês, meus amores? Cadê minhas coisinhas boas, vivas e mágicas, meus desenhos herméticos, as palavras de Dalai Lama, minhas memórias e meus livrinhos de receita?
Às vezes, devido à correria do cotidiano, ou por não olhar pra dentro de mim mesmo, as pequenas coisas passam deapercebidas. E quando digo pequenas coisas, não me refiro a objetos ou quinquilharias que adoro juntar. Às vezes passa um beijo que você deixa de dar em alguém que você ama. Às vezes, uma música que você esqueceu que está no seu HD. Outras, mandar um depô pra um grande amigo no Orkut, ou falar pra alguém o quanto a sua presença é importante. E ainda mais: quantas vezes deixamos de olhar pra nosso interior e pensar: por que é assim que as coisas acontecem? Será que eu interfiro na minha história, ou será que só cumpro um destino que já está escrito? Será que o poder de controlar as nossas vidas está nas mãos dos outros, do universo, ou de nós mesmos?
Por isso eu digo: achei a chave do meu baú debaixo de um tapete empoeirado. Agora eu quero abrir o baú. Quero resgatar tudo o que tem de bom e que foi jogado lá dentro. Quero (re)encontrar as coisas que eu gosto e poder falar: eu gosto disso! Eu gosto de cantar. Eu gosto de entrar em lojas de CD, olhar, olhar e não comprar nada. Eu gosto de cores. E eu gosto do meu cachorro pequeno. Eu também gosto de Vanessa da Mata, Lady GaGa e Amy Winehouse - e por que não posso gostar das três? Eu gosto dos meus amigos (sempre presentes - e presente não significa por perto), eu gosto de internet, leite com toddy, gosto do meu colete e de mosaicos de papel picado. Gosto das luzes das boates e do escuro do meu quarto. Gosto da Savassi e gosto de rir das idiotices que meus amigos e eu dizemos/fazemos/falamos às vezes... Eu gosto de mim, e eu gosto da minha vida, porque ela é única.
Não deixemos passar as coisas que a gente gosta. Amanhã pode ser tarde demais, você pode esquecer onde deixou a chave do seu baú, ou de tão velho e esquecido, você pode não conseguir mais abri-lo...
2 comentários:
Ai, que texto lindo, Eduuuu ! Estava inspiradíssimo, meu bem. Parabéns! Adorei cada frase. E fiquei aqui pensando... Que tenho sorte porque em nenhum momento você me esqueceu dentro do baú. Acho que eu consegui fugir antes que você o fechasse! Ufaa!!!
Meu bem, que seus coração esteja sempre bem sensível pra perceber toda beleza que existe ao seu redor, a cada esquina que você passar... Que seus ouvidos continuem atentos pra tudo o que há de gostoso nesse vasto universo musical... E que você continue ouvindo muita Vanessa, Gaga e Winehouse! Quero você sempre SORRINDO! Deixe essa chavinha pendendo de uma correntinha bem no peito, pertinho do coração.
Suas palavras fizeram um bem pro meu coração... Obrigada! :)
Ah! Eu tb adooooro ficar horas nas lojas babando as capas de CDs, DVD's, livros [E a lista até que é mais extensa!! Fico só no audiovisual não! haha] ... [ Saraiva Mega Store! Ahhhhh!!!! ♥ ]
Amor,
De.
que delícia de post!
e eu super me identifiquei com as coisas simples e tudo.
ah, tou adorando seu blog du!
=]
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