25 de abril de 2010

Aula de química

Olá classe... tudo bem? Hoje o professor Edu tem uma aula de química super interessante para os seus aluninhos e aluninhas do coração! O tema é a química do amor... fala sério que você achou que eu iria realmente dar aula de química? Aham, Cláudia, senta lá...

Mas vamos ao que interessa. O amor é um fenómeno neurobiológico complexo, baseado em atividades cerebrais de confiança, crença, prazer e recompensa, que envolvem um número elevado de fatores químicos. Existem várias substâncias químicas correndo em nosso sangue e em nosso cérebro quando nos apaixonamos. Cientificamente falando, podemos classificar o amor através dessas substâncias, em 3 tipos ou fases diferentes:
  1. Desejo (ou paixão erótica)
  2. Atração (ou paixão romântica)
  3. Ligação (ou compromisso)
Na fase 1, chamada de desejo, o que comanda o corpo são os ditos hormônios do sexo (a testosterona e o estrogênio). Simplesmente bater o olho e dizer: eu te quero! Feromônios, aparência e nossa própria idéia do que buscamos em um parceiro também são fatores importantes para definir nossos desejos. Sem o desejo, talvez nunca encontremos aquela pessoa especial, pois sem ele não se desencadeiam as próximas fases.. 

Se por um lado, é o desejo que nos faz "procurar", é a nossa necessidade de romance que nos leva à fase 2: a atração. É claro que o estrogênio e a testosterona agem na questão sexual. Sem eles, nunca poderíamos nos aventurar no mundo do "amor verdadeiro". Os pesquisadores atribuem o que sentimos nesta fase às seguintes substâncias:
  • a norepinefrina, que nos excita (e acelera o bater do coração)
  • a serotonina, que nos descontrola
  • a dopamina, que nos faz sentir felizes
  • a feniletilamina, que controla todos os outros (e que também está presente no chocolate)
Estes elementos juntos causam elevação, energia intensa, falta de sono, paixão, perda de apetite e foco único na pessoa a quem se ama. Mas e quando o negócio começa a ficar sério?

A fase 3, a da ligação, começa na cama. Quando duas pessoas fazem sexo, a oxitocina é liberada. Esta proteína contribui para as uniões sociais (incluindo uniões macho-fêmea e uniões mãe-filho), diminuindo as resistências que os animais têm à proximidade de outro. Já a vasopressina é conhecida como hormônio da fidelidade, e está relacionada ao sentimento de posse e estabelecimento de laços. Porém, acredita-se ainda que a oxitocina e a vasopressina interferem nas reações químicas da dopamina e norepinefrina, (o que pode explicar por que o tesão diminui quando o relacionamento se fortalece).

Mas se o relacionamento prossegue, outros elementos químicos entram em cena. As endorfinas, liberadas durante o contato e nos exercícios físicos por exemplo, ainda garantem a sensação de bem-estar e segurança. Além disso, a oxitocina ainda é eliminada quando você faz sexo, produzindo sentimentos de satisfação e união. A vasopressina também continua a agir.

Por hoje é só. Agora você pode se aproximar de alguém dizendo que "está rolando uma química" sem medo de ser feliz, pois já vai poder explicar como essa química acontece...

Se bem que... melhor não, né?!

Um comentário:

Samy Vallo disse...

Gostei da aula...
Leva jeito pra coisa...
shauahsuhas bjinhuxxx

Perdido no blog? Procura aqui:

Quem manda na bagaça

Minha foto
Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil
"Home is where you least expect to find it." (do filme "Shelter")